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A
nova era do Outsourcing
Por Daniela Habif
Nos dias 26 e 27 de fevereiro aconteceu o Seminário Brasil
Outsourcing 2008, que teve como foco o tema inserção
internacional das empresas brasileiras. Entre palestras de
diversos representantes do exterior e debates, foram trazidos à
tona discussões sobre a realidade interna dos processos de
terceirização. De acordo com o instituto Global Outsoucing
Report, até 2015, a expectativa é de que o Brasil salte do 15º
para a 4º colocação desta atividade no mundo. A maioria dos
especialistas e suas pesquisas concluem que o modelo vem se
aprimorando, porém ainda há obstáculos.
Uma das pesquisas, feitas pela Price WaterhouseCoopers (PWC),
para a qual entrevistou 292 representantes de empresas que
contratam serviços de fora, aponta que existem problemas no que
diz respeito a relacionamentos por parte do cliente para com os
prestadores e vice-versa. Quando o case inicial não sai como
planejado, a tendência é o cliente culpar o fornecedor por
falta de dedicação, e o fornecedor, por sua vez, atribuir o
problema à falta de experiência da empresa em lidar com o
outsourcing. O responsável da empresa cliente enfrenta também
a dificuldade de prestar contas à sua diretoria para justificar
o investimento na contratação dos serviços.
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A
terceirização tem se mostrado cada dia mais efetiva em
função dos objetivos que podem ser alcançados. No início,
a principal razão de uma empresa decidir terceirizar suas
atividades devia-se aos baixos custos que oferecia. Mas,
atualmente, outros quesitos estão sendo colocados na
balança, tais como: foco na atividade fim da empresa,
especialização do fornecedor e ciclo de vida da própria
tecnologia.
A escolha da empresa e dos profissionais que vão prestar
o serviço tem critérios mais exigentes também. Quando
decidem terceirizar seus serviços de TI, as companhias
buscam profissionais que possuam mais do que do
conhecimento técnico e inglês. Hoje em dia, é
extremamente valorizada a disposição e o entusiasmo para
aprender, facilidade no relacionamento interpessoal e
muita confiança. O diretor de novos negócios da Asyst
Sudamérica, companhia que terceiriza serviços de TI com
foco em help desk, Francisco Ricardo Blagevitch, afirma
que o colaborador de sua empresa é preparado para ter
contato constante com o público. “É necessário que
tenham um lado comportamental extremamente desenvolvido,
sejam calmos, pacientes e ofereçam tranqüilidade no
momento do atendimento”, acredita.
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